quinta-feira

Eu Te Amo



Eu queria ser parceiro de suas lagrimas,
O ombro de suas infelicidades,
O motivo de cada sorriso,
E a razão de sua saudade.
És do poeta a inspiração,
Do musico a própria canção,
O néctar da mais fina flor,
Do mundo, o meu grande amor.
És o poema que nunca foi lido,
O sonho que não quero acordar,
Do amor, o próprio cupido,
Minha vida,meu sol, meu ar
Se tivesse eu o dom da poesia,
Para em uma só palavra descrever o amor,
Este nome o seu seria,
Eu o faria em verso ou prosa,
Como faz o trovador.
Mas como na poesia não posso me apoiar,
Apenas três palavras queria dissertar...
EU TE AMO


Se Precisar de Mim

“Toda vez que precisar de mim
grite meu nome ao vento
ele me trará o recado.

Quando precisar de mim
ouça uma música suave
de olhos fechados.

Sempre que precisar de mim
olhe a lua
e a luz abraçará você como eu faria.

Se precisar de mim
dance na chuva
água que correr em teu corpo
serão as lágrimas que choraria com você.

E se não houver
vento, música, lua ou chuva,

Faça uma oração
e o meu anjo se unirá ao seu.
para lhe por no colo e
lhe dar conforto
sempre que você precisar de mim.“


sexta-feira

África



ÁFRICA

Foi nas aldeias bem escondidas no mato
rasgando estradas e caminhos,
que aprendi a conhecer e a amar
a grande África imcompreedida.
Foi através da música do «Kissange«
salpicada com o riso das crianças,
das serras magestosas e imponentes,
das grandes matas,e do por do sol á tardinha.
... os sons dos batuques em ritmos desenfreados,
corpos bamboleantes á luz das fogueiras.
O pés,nus,saltando no terreiro
ladeados por enormes imbomdeiros
lembrando gigantes das histórias de encantar.
Dos homens e das mulheres,poucos já,
mantendo a esperança de um novo amanhecer.
Os olhos tristes,as almas nuas,
sao filhos ao abandono
folhas caídas no outono.
Aves sem penas,tombadas dum ninho que se desfez,
arrastam a custo os pés,
os pobres da minha AFRICA.
 

segunda-feira

Meninos da Rua




MENINOS DE RUA

Meninos que têm o Mundo no olhar,
sonhos adormecidos sob a luz do luar,
lençóis feitos de chuva, de frio e de vento,
cobertores tecidos com mágoa e sofrimento.

Meninos que têm a cidade na sola do pé,
coração perdido que não sabe quem é,
conta corrente feita na palma da mão,
conta poupança para água e para pão.

Meninos adultos que não foram crianças,
desgostos que nunca foram esperanças,
desilusões de uma vida sem sentido,
meninos de rua neste Mundo perdido.
Meninos que têm nos olhos a mágoa,
tristeza em forma de leves gotas de água,
sonhos que adormecem à luz da lua,
rostos esquecidos dos meninos da rua.

Meninos sozinhos que são filhos do vento,
carinhos que nunca tiveram um momento,
meninos que fizeram da dor a sua mãe,
meninos que só têm a rua e mais ninguém.

quarta-feira

Creio No Amor



CREIO NO AMOR


Creio no amor...
Num amor incondicional
Um sentimento que rejuvenesce
Causa frio no peito
E faz um breve momento ser imortal!


No amor sinceridade
Que não se afoga em culpas
Não se inflama em torpe orgulho
E não aceita vaidade!.


No amor evoluído de uma paixão
Que não sabe ser dolente nem fazer sofrer
a um coração
Que une diferenças
E não exila almas na solidão!


No amor sintonia entre a palavra e a ação
Um amor que implanta sorrisos
Que nunca acusa
Reconhece erros e sabe pedir perdão!


Creio no amor...


INÊS RESENDE

terça-feira

Pedaços de Mim...

         
  Eu sou feito de
Sonhos interrompidos
detalhes despercebidos
amores mal resolvidos.

Sou feito de
Choros sem ter razão
pessoas no coração
atos por impulsão.

Sinto falta de
Lugares que não conheci
experiências que não vivi
momentos que já esqueci.

Eu sou
Amor e carinho constante
distraída até o bastante
não paro por um instante.
Já Tive
noites mal dormidas
perdi pessoas muito queridas
cumpri coisas não prometidas.

Muitas vezes eu
Desisti sem mesmo tentar
pensei em fugir,para não enfrentar
sorri para não chorar.

Eu sinto
pelas Coisas que não mudei
amizades que não cultivei
aqueles que eu julguei
coisas que eu falei.

Tenho saudade
De pessoas que fui conhecendo
lembranças que fui esquecendo
amigos que acabei perdendo
Mas continuo vivendo e aprendendo.

"MARTHA MEDEIROS"

segunda-feira

Abraço


                                                                   ABRAÇO
                                                      
                                                      
Carinho e muito amor
É saudade e lágrima
Mas também o calor
Abraço é amar
É querer aconchego
É sentir um amigo
Com todo o seu apego
Podemos abraçar
Uma causa uma pessoa
Abraço é abraço
É cingir e cercar
É não sentir espaço
Abraçar uma causa
É o que nos faz sentir
Que quem luta acredita
E nunca deve desistir
Abraçar uma criança
Transmitir-lhe carinho
É dizer-lhe com os braços
Que nunca estará sozinho
Abraçar um amigo
Com toda a fraternidade
E como dizer estou aqui!
Para a toda a eternidade
Abraçar um amor
Com toda a compreensão
É desatar todos os nós
E fazer um laço de união
Vamos assim abraçar
Uma criança, uma causa
Um amigo e o nosso amor?
Custa tão pouco abraçar... Acreditem não dá dor!

quinta-feira

Lê-Me

                                                                               
       LÊ-ME…

 Repara neste poema
 inundado de orvalho
 e de marés fugidias
... por entre mares esfumados.
 Repara nos frutos maduros
 pendurados no meu verdejante olhar,
 nos sussurros desenfreados
 do perfume misterioso
 ávido de trilhos,
 na embriagada seiva
 que procura poesia no teu corpo
 e na encruzilhada louca dos sentidos.

 Repara… há um cheiro a verde-mar
 no espraiar do meu areal,
 há um anel planetário,
 uma via-láctea,
 um cacho de algas para lá do infinito,
 uma gaivota,
 a vela dum navio
 e um casal de golfinhos.

 Há uma estrela-do-mar,
 uma pedra boleada pelas ondas,
 o entardecer por entre brisas
 e dois corpos mareantes.

 Repara nos meus olhos rasos de vento
 e nas pedras murmuradoras,
 elas chamam-te …
 querem-te parte destes versos.


                                                                       

Tuas Mãos



Quando tuas mãos saem,
 amada, para as minhas,
 o que me trazem voando?
 Por que se detiveram
 em minha boca, súbitas,
 e por que as reconheço
 como se outrora então
 as tivesse tocado,
 como se antes de ser
 houvessem percorrido
 minha fronte e a cintura?

 Sua maciez chegava
 voando por sobre o tempo,
 sobre o mar, sobre o fumo,
 e sobre a primavera ,
 e quando colocaste
 tuas mãos em meu peito,
 reconheci essas asas
 de paloma dourada,
 reconheci essa argila
 e a cor suave do trigo.

 A minha vida toda
 eu andei procurando-as.
 Subi muitas escadas,
 cruzei os recifes,
 os trens me transportaram,
 as águas me trouxeram,
 e na pele das uvas
 achei que te tocava.
 De repente a madeira
 me trouxe o teu contacto,
 a amêndoa me anunciava
 suavidades secretas,
 até que as tuas mãos
 envolveram meu peito
 e ali como duas asas
 repousaram da viagem.
 " Pablo Neruda"